sábado, 10 de dezembro de 2016

Daniel Defoe

Daniel Defoe (Londres, 1660 – Londres, 21 de Abril de 1731) foi um escritor e jornalista inglês, famoso pelo seu livro Robinson Crusoe
Nascido como Daniel Defoe, provavelmente na paróquia de St.Giles Cripplegate, foi aluno de Charles Morton cujo estilo, juntamente com aqueles de John Bunyan e da oratória da época, poderá tê-lo influenciado construtivamente. Depois de acabados os estudos, Defoe tornou-se comerciante, embora a sua tendência para a especulação não tenha favorecido essa carreira.
Defoe escreveu panfletos famosos, muitos deles favoráveis a Guilherme III. Para além disso, fundou e incrementou o jornal periódico The Review quase sozinho, desenvolvendo um trabalho que viria a favorecer a afirmação dos famosos The Tatler e The Spectator.
Contudo, foi graças a Robinson Crusoe, de 1719, que ficou famoso. Os críticos consideram geralmente que a forma moderna do romance nasceu com esse texto narrativo, que, partindo das memórias de alguns viajantes, nomeadamente do marinheiro escocês Alexander Selkirk, configura um relato cuja verdade depende sobretudo da acumulação de pormenores concretos.
Neste romance narra-se a história do único sobrevivente de um naufrágio que o isola numa ilha aparentemente deserta. Assim se figura o percurso de uma personagem que, tudo fazendo para conservar os valores da sua humanidade básica, afirmando-os sobre uma natureza hostil e frequentemente incompreensível, acaba por ser adaptada pela História das Ideias como um arquétipo dessa condição.
Em Moll Flanders de 1722, Daniel Defoe continuou a problematizar narrativamente os percursos de personagens solitárias e em crise. Uma outra obra significativa é A Journal of the Plague Year, também de 1722, na qual constrói um relato de uma epidemia de peste com admirável e original realismo.
Estava na Escócia em 1723 e escreveu um relato romanceando as aventuras do jacobita fora da lei Rob Roy MacGregor, num artigo intitulado "Highland Rogue", o que fez este rapidamente passar a ser uma lenda e um herói para os clãs locais, o que veio atrapalhar muito a politica protestante e da união da Grã-bretanha não tivesse ele sido rapidamente amnistiado[1]
Faleceu em 21 de abril de 1731. Encontra-se sepultado em Bunhill Fields Burial Ground, Londres, Pequena Londres na Inglaterra.

Robison Crusoe



Robinson Crusoé é um náufrago que sobrevive a tempestades e furacões, a piratas gananciosos, a selvagens canibais e à vida solitária numa ilha deserta. Com imaginação e habilidade, constrói casas, barcos e ferramentas que lhe permitem viver décadas longe da civilização. Mas é em Sexta-Feira, um nativo que ele salva da escravidão, que encontra a verdadeira humanidade. Descobre todas as aventuras deste herói na mais famosa narrativa de viagens. 

A colecção Educação Literária reúne obras de leitura obrigatória e recomendada no Ensino Básico e Ensino Secundário e referenciadas no Plano Nacional de Leitura

Oscar Wilde

Oscar Wilde foi talvez o mais importante dramaturgo da época vitoriana. Criador do movimento dândi, que defendia o belo e o culto da beleza como um antídoto para os horrores da época industrial, Wilde publicou a sua primeira obra em 1881, a que se seguiram duas peças de teatro. A partir de 1887 iniciou uma fase de produção literária intensa, em que escreveu diversos contos, peças de teatro, como A Importância de se Chamar Ernesto, e um romance. Em 1895, foi acusado de homossexualidade e violentamente atacado pela imprensa, tendo-se envolvido num processo que o levou à prisão. Morreu em Paris em 1900.

O Fantasma de Canterville





Neste conto tão divertido, Óscar Wilde narra-nos a história de um atormentado fantasma que há mais de trezentos anos habita no castelo dos Canterville, aterrorizando sucessivas gerações.

No entanto, quando uma família americana compra o castelo, tudo se altera: o fantasma perde o seu poder, mas acaba por encontrar o repouso eterno graças à coragem e à bondade da jovem Virgínia Otis.

Raul Brandão


Raul Brandão nasceu na Foz do Douro em Março de 1867 e aí passou a infância e a juventude. Era filho e neto de pescadores. Durante os anos de liceu, começou a interessar-se pela literatura. Frequentou, como ouvinte, o Curso Superior de Letras, ingressando mais tarde na Escola do Exército. Paralelamente a esta carreira - mormente ligada à burocracia militar - Raul Brandão foi jornalista escritor. Em 1896 foi colocado em Guimarães, cidade onde se casou e se instalou definitivamente. Em 1912, depois de se reformar, dedicou-se exclusivamente à escrita, encetando um ciclo de particular fecundidade literária. Inicialmente, influenciado pela estética decadentista-simbolista, foi um dos autores do opúsculo "Os Nefelibatas" e a sua obra foi endurecendo aos poucos na crítica dos valores burgueses dominantes, fundamentando-se numa responsabilização ética.

A Pesca da Baleia


Baleia! baleia!... Larga! larga!... Lá vai a arça!... Trancou a baleia! trancou a baleia!





Embarca na vida árdua dos pescadores dos Açores no início do século XX, na grandiosidade de um dos momentos mais importantes da comunidade insular - a pesca da baleia - e na beleza serena do oceano que banha as ilhas e lhes dá a vida. Deixa que Raul Brandão
 te revele as imagens; capta os sons; sente os sabores; e inala os aromas do arquipélago.

Este livro é também recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 7.º ano de escolaridade.
Colecção Educação Literária reúne obras de referência da literatura portuguesa e universal indicadas pelas Metas Curriculares de Português e pelo Plano Nacional de Leitura.

Eça de Queirós

José Maria Eça de Queirós nasceu a 25 de novembro de 1845 numa casa da Praça do Almada na Póvoa de Varzim, no centro administrativo da cidade; foi baptizado na Igreja Matriz de Vila do Conde . Filho de José Maria Teixeira de Queirós e Carolina Augusta Pereira d'Eça, Com 16 anos foi para Coimbra estudar Direito, tendo aí sido amigo de Antero de Quental. Seus primeiros trabalhos, publicados como um folhetão na revista "Gazeta de Portugal", apareceram como colecção, publicada depois da sua morte sob o título Prosas Bárbaras. Em 1869 e 1870, Eça de Queirós viajou ao Egipto e visitou o canal do Suez que estava sendo construído, o que inspirou diversos de seus trabalhos, o mais notável dos quais o Mistério da Estrada de Sintra, de 1870, e A Relíquia, apenas publicado em 1887. Em 1871 foi um dos participantes das chamadas Conferências do Casino. Quando foi despachado mais tarde para Leiria para trabalhar como um administrador municipal, escreveu sua primeira novela realista da vida portuguesa, O Crime do Padre Amaro, que apareceu em 1875. Aparentemente, Eça de Queirós passou os anos mais produtivos de sua vida em Inglaterra, como cônsul de Portugal em Newcastle e em Bristol. Escreveu então alguns dos seus trabalhos mais importantes, A Capital, escrito numa prosa hábil, plena de realismo. Suas obras mais conhecidas, Os Maias e O Mandarim, foram escritas em Bristol e Paris respectivamente. Seu último livro foi A Ilustre Casa de Ramires, sobre um fidalgo do séc XIX com problemas para se reconciliar com a grandeza de sua linhagem. É um romance imaginativo, entremeado com capítulos de uma aventura de vingança bárbara ambientada no século XII, escrita por Gonçalo Mendes Ramires, o protagonista. Trata-se de uma novela chamada A Torre de D. Ramires, em que antepassados de Gonçalo são retratados como torres de honra sanguínea, que contrastam com a lassidão moral e intelectual do rapaz. Morreu em 1900 em Paris. Seus trabalhos foram traduzidos em aproximadamente 20 línguas. Foi também o autor da Correspondência de Fradique Mendes e A Capital, obra cuja elaboração foi concluída pelo filho e publicada, postumamente, em 1925. Fradique Mendes, aventureiro fictício imaginado por Eça e Ramalho Ortigão, aparece também no Mistério da Estrada de Sintra.

Criatividade em Ação

Criatividade em Ação Trabalhos realizados pelos alunos