sábado, 30 de abril de 2011

Mário de Carvalho

Mário de Carvalho nasceu em 1944, em Lisboa. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa em 1969. Desde jovem que se envolveu na luta antifascita, tendo estado preso ainda na década de 60 e durante o serviço militar. A sua luta política leva-o ao exílio, primeiro para a França, depois para a Suécia, em 1973. Após o 25 de Abril regressa a Portugal. A sua estreia literária dá-se em 1981, tendo desde aí publicado regularmente numa grande diversidade de géneros: romance, drama, contos, guiões.

A sua escrita é extremamente versátil e torna-se impossível incluí-lo numa escola literária. A crítica considera-o um dos mais importantes ficcionistas da actualidade e a sua obra encontra-se traduzida em vários países (Inglaterra, França, Grécia, Bulgária, Espanha, etc.)

Recebeu diversos prémios, podendo-se destacar, na sua bibliografia, o romance histórico "Um Deus passeando pela brisa da tarde", que constitui o seu melhor sucesso de vendas e que mereceu a aclamação da crítica, tendo sido distinguido com o Grande Prémio da APE (romance), 1995, o PrémioFernando Namora, 1996 e Prémio Pégaso de Literatura do mesmo ano. Vencedor, em 2004, do Grande Prémio de Literatura ITF/DSTe, em 2009, do prémio Vergílio Ferreira.

Livros do Mês de Maio

Um Sonho de Presente
Maria Teresa Maia Gonzalez
2º Ciclo



Sebastião é um menino de sete anos e como todos os meninos da sua idade ficou muito feliz ao saber que ia ter um irmão. Mas o que ele queria mesmo era receber a notícia que o bebé que aí vinha era do sexo feminino. Então pôs-se a pensar em nomes de raparigas para ver se o seu desejo se concretizava e encontrou um do qual gostava muito porque era igual ao da sua avó. Querem adivinhar qual é? Começa pela letra M, acaba em A e tem cinco letras. Maria! Os pais concordaram de imediato porque queriam que fosse ele a escolher o nome da irmã. Um dia, já a sua mãe se encontrava no hospital quando Sebastião contou à avó o sonho maravilhoso que tinha tido. Foi tão bonito que conseguiu emocionar a senhora e desde logo a criança teve a ideia de contar este momento tão especial à irmã. Quando os pais chegaram com a Maria, Sebastião soube que tinha chegado a altura de partilhar com ela um sonho de presente para recordar por muitos e longos anos.


A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho
Mário de Carvalho
3º Ciclo



Começa com uma situação em que se vai buscar a musa da história Clio, pois adormece e deixa dois fios da tapeçaria milenária da história enlearem-se. Amalgamando-se as datas de 4 de Junho de 1148 e de 29 de Setembro de 1984. De seguida já no desenrolar da acção Ibn-el-Muftar, surpreso com a mudança de época, e também com a transformação da “paisagem”, pensa tratar-se de um passe de magia. O polícia Manuel Reis Tobias, que no momento da chegada repentina do exército de Ibn-el -Muftar estava de serviço escondido atrás de um prédio ao lado de uns semáforos, comunica uma mensagem ao posto de comando dizendo que havia uma manifestação não autorizada na Avenida Gago Coutinho e parte do Areeiro. Poucos minutos mais tarde a Polícia de Intervenção, ao tentar “limpar a avenida”, é rapidamente desmobilizada ao ver que a cavalaria moura se preparara para investir contra eles. No entanto o exército português chega, e o capitão Aurélio Soares consegue alcançar Ibn-el-Muftar. Quando se cumprimentavam os dois em árabe, o Ibn-el-Muftar e o seu exército desaparecem deixando o capitão Soares e toda a escola militar confusa com aquele fenómeno. A causa desse súbito desaparecimento foi o facto da deusa Clio ter despertado do seu sonho, fazendo desaparecer os mouros e fazendo esquecer todas as pessoas que testemunharam aquele fenómeno. Visto que ninguém sabia o que se passara, os oficiais responsáveis pelas forças policiais e militares portuguesas que intervieram na acção, tiveram que explicar em tribunal marcial o porquê de se encontrarem na avenida Gago Coutinho sem aparentemente ter sucedido nada. Já para o exército de Ibn-el-Muftar não foi grave pois eles aproveitaram o caminho de regresso para devastar os campos de Santarém.

Inês Duarte

Professora Catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Vice-reitora da Universidade de Lisboa. Doutora em Linguística pela Universidade de Lisboa. O seu trabalho de investigação tem-se centrado na sintaxe do português, tendo trabalhado diversos assuntos, em particular, as estratégias de topicalização e a posição dos pronomes clíticos. Tem ampla investigação e intervenção em matéria de didáctica do português e ensino de língua materna. É autora de inúmeras obras, destacando-se a "Gramática da Língua Portuguesa" de Mateus et al., reeditada em 2003, e " A língua materna na educação básica". Tem desempenhado vários cargos nos órgãos de gestão da Universidade de Lisboa e da Associação Portuguesa de Linguística. Integra o núcleo coordenador do Plano Nacional para o Ensino do Português.

O Conhecimento da Língua: Desenvolver a Consciência Linguística

Da autoria de Inês Duarte, esta publicação constitui um importante instrumento de suporte para o trabalho dos professores na reflexão sobre o funcionamento da láingua e o conhecimento explícito e sobre os princípios que devem nortear as práticas pedagógicas neste ãmbito. Para além de actividades de desenvolvimento da consciência fonológica, morfológica, lexical, sintáctica, textual e discursiva, apresenta ainda um exemplo de laboratório gramatical.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Feliz Páscoa

Orkutei.com.br

José Garcês

José Garcês, natural de Lisboa, nasceu em Julho de 1928 e frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio.

Discípulo do Mestre Rodrigues Alves, concluiu o curso de Artes Gráficas em 1946, ano em que se inicia na banda desenhada publicando no jornal O Mosquito.

Com uma notável carreira de mais de 50 anos de actividade, José Garcês tem colaboração em mais de duas dezenas de jornais e revistas, para além de trabalhos sobre temas históricos, militares e de conservação da natureza, áreas em que se tornou um reconhecido especialista.
Nasceu em Lisboa em 1968. Licenciou-se em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa.
Curso de Ilustração Científica do Ar.Co.
Em 1993 fundou um atelier de design, onde trabalhou durante 10 anos.
Actualmente é freelancer e, apesar de manter a sua actividade enquanto designer, tem desenvolvido mais projectos na área da ilustração.

Livros ilustrados:

50 anos, 50 velas!, Júlio Isidro, Edições ASA, Porto, 2010
7 x 1910 - Histórias da República, Margarida Fonseca Santos, Gailivro, Lisboa, 2010
Falha de Cálculo, Margarida Fonseca Santos, Gailivro, Lisboa, 2010
Desarrumar, Margarida Fonseca Santos, Gailivro, Lisboa, 2010
O Cavalinho de Pau do Menino Jesus e outros contos de Natal, Manuel António Pina, coordenação de José António Gomes, Porto Editora, Porto, 2009
A Nova Arca de Noé, Júlio Isidro, Edições ASA, Porto, 2009
A Mentira tem Perna Curta, Ana Oom, Zero a Oito, Lisboa, 2009
O Tio e Eu, Maria Teresa Maia Gonzalez, Paulinas, Lisboa, 2009
O Palácio da Animação, Júlio Isidro, Edições ASA, Porto, 2008
7 x 25 - Histórias da Liberdade, Margarida Fonseca Santos, Gailivro, Porto, 2008
Rafaela, Magarida Fonseca Santos, Presença, Lisboa, 2007

A nossa Televisão
, Júlio Isidro, Edições ASA, Porto, 2007
A Menina que voava, Maria Teresa Maia Gonzalez, Presença, Lisboa, 2007
100 Histórias para Contar e Sonhar, Júlio Isidro, Edições ASA, Porto, 2007
Margarida na Lua, Maria Teresa Maia Gonzalez, Presença, Lisboa, 2007
A História dos Brincos de Penas, Maria Teresa Maia Gonzalez, Presença, Lisboa, 2006
História da Carochinha, Elsa Pestana Magalhães, Girassol, Lisboa, 2006
O Planeta de Cristal
, Júlio Isidro, Edições ASA, Porto, 2006
Ideias Giras, Júlio Isidro, Edições ASA, 2005
É tudo Primos e Primas, Júlio Isidro, Edições ASA, 2004
O Homem que não queria ouvir sons maus, Ana Teresa Silva, Colecção Galaró, 2004
A Menina do Medo, Maria Monteiro, Edições Kual, 2003
300 anos de Traje, Patrícia Gonçalves, Museu Nacional do Traje/IPM, 2002
O Palácio Angeja-Palmela ao Paço do Lumiar, Madalena Braz Teixeira, Museu Nacional do Traje/IPM, 2002
Joana está na Lua, Pascal Sanvic, Lua Cheia, Lisboa, 2002 (com Danuta Wojciechowska)

No dia 22 de outubro comemorou-se na nossa Biblioteca o dia das "B ibliotecas Escolares" , os alunos participaram nas iniciativas...