sábado, 5 de março de 2011

Gil Vicente - Obras Publicadas

Gil Vicente - Obras Publicadas

  • Auto da Visitação (1502)
  • Auto Pastoril Castelhano (1502)
  • Auto dos Reis Magos (1503)
  • Auto de S. Martinho (1504)
  • Auto da Índia (1509)
  • Auto da Fé (1510)
  • Auto das Fadas (1511)
  • O Velho da Horta (1512)
  • Exortação da Guerra (1513)
  • Auto da Sibila Cassandra (1513)
  • Comédia do Viúvo (1514)
  • Quem tem farelos (1515)
  • Auto dos Quatro Tempos (1516)
  • Auto da Barca do Inferno (1517)
  • Auto da Barca do Purgatório (1518)
  • Auto da Alma (1518)
  • Auto da Barca da Glória (1519)
  • Auto do Deus Padre (1520)
  • Comédia de Rubena (1521)
  • Cortes de Júpiter (1521)
  • Auto da Fama (1521)
  • Pranto de Maria Parda (1522)
  • Farsa de Inês Pereira (1523)
  • Auto Pastoril Português (1523)
  • Auto dos Físicos (1524)
  • Frágua d'Amor (1524)
  • Farsa do Juiz da Beira (1525)
  • Farsa das Ciganas (1525)
  • Dom Duardos (1525)
  • Templo d'Apolo (1526)
  • Breve Sumário da História de Deus (1526)
  • Diálogo dos Judeus sobre a Ressurreição (1526)
  • Nau d'Amores (1527)
  • Comédia sobre a Divisa da Cidade de Coimbra (1527)
  • Farsa dos Almocreves (1527)
  • Auto Pastoril da Serra da Estrela (1527)
  • Auto da Feira (1528)
  • Auto da Festa (1528)
  • Triunfo do Inverno (1528)
  • O Clérigo da Beira (1530)
  • Jubileu d'Amores (1531)
  • Auto da Lusitânia (1532)
  • Auto de Mofina Mendes (1532)
  • Romagem de Agravados (1533)
  • Amadis de Gaula (1533)
  • Auto da Cananeia (1534)
  • Floresta de Enganos (1536)

Gil Vicente

Gil Vicente (1465 — 1536?) é geralmente considerado o primeiro grande dramaturgo português, além de poeta de renome. Há quem o identifique com o ourives, autor da Custódia de Belém, mestre da balança, e com o mestre de Retórica do rei Dom Manuel. Enquanto homem de teatro, parece ter também desempenhado as tarefas de músico, actor e encenador. É frequentemente considerado, de uma forma geral, o pai do teatro português, ou mesmo do teatro ibérico já que também escreveu em castelhano - partilhando a paternidade da dramaturgia espanhola com Juan del Encina . A obra vicentina é tida como reflexo da mudança dos tempos e da passagem da Idade Média para o Renascimento, fazendo-se o balanço de uma época onde as hierarquias e a ordem social eram regidas por regras inflexíveis, para uma nova sociedade onde se começa a subverter a ordem instituída, ao questioná-la. Foi, o principal representante da literatura renascentista portuguesa, anterior a Camões, incorporando elementos populares na sua escrita que influenciou, por sua vez, a cultura popular portuguesa.

Auto da Baca do Inferno

Auto da Baca do Inferno
Gil Vicente





Gil Vicente conseguiu reunir nessa peça sua maior obra, a crítica ferina carregada de divertimento e espírito reformador. Definido pelo próprio autor como um “Auto de Moralidade”. O cenário consiste em duas embarcações, em um porto imaginário aonde todas as almas chegam quando morrem. A ação da peça começa com a chegada dos personagens a esse porto em busca da vida eterna. A “Moldura Simbólica” do auto é representada por esse espaço onde o teatro de costumes e de religiosidade alegórica foram ressaltados pelo autor. A preparação das barcas consiste na primeira cena... O diabo está alegre com a certeza de que receberá muitas almas, e o anjo ao contrário, encontra-se sério e quieto, porém ao assumirem posturas opostas fica o Diabo quase que dominando a peça, com uma alegria, simpatia e ironia que diverte o público. O Fidalgo Anrique é a primeira figura do auto, trazendo como referencia de sua posição, um pajem carregando uma cadeira com encosto e ricamente vestido. Nada disso faz diferença porque o julgamento é moral. O Diabo é o primeiro a receber as almas, convida o fidalgo a entrar na barca, ao saber do destino ele zomba. Por ter deixado alguém que rezasse por ele queria ir para o paraiso, porém que ao ser rejeitado pelo anjo ele mostra certa humildade quando se arrepende da vida vazia que levou. O que levou a condenação desse personagem que foi a tirania, a frivolidade e soberba. O próximo é o Onzeneiro Ambicioso. Esse personagem é condenado pela avareza e ganância, traz consigo uma grande bolsa onde guardava o dinheiro que roubava das pessoas quando vivo em suas agiotagens; o Diabo o cumprimenta alegre; ele se recusa a entrar nesse batel, mas é despedido pelo anjo que condena por exercer a Onzena... Quase enganado pelo Diabo que o quer embarcar, a próxima figura do Auto é o Parvo, ingênuo Joane. Que escapa dizendo palavrões quando descobre o destino dessa barca. Ao se deparar com o anjo é acolhido, sua sentença é de glorificação da modéstia e da humildade. O sapateiro ladrão chega carregado de pesadas formas, que apontam para sua profissão. Quer saber onde esta a barca destinada aos que morreram confessados e comungados, o diabo o lembra de que, por anos ele roubou o povo com seu oficio, tenta alivio de sua pena com o anjo, mas sem sucesso! Sua condenação é por má fé no comércio e hipocrisia religiosa. O Frade namorador é o próximo, chega com sua namorada Florença, além das vestes sacerdotais ele traz suas esgrimas. O Diabo alegre e simpático os convida a embarcar, o frade se espanta. Recorre ao anjo, reprovador o anjo nem sequer esboça uma palavra. O frade muito apegado aos prazeres do mundo. O frade recebe condenação por falso moralismo religioso. A Alcoviteira Brísida Vaz chega recusando entrar na barca do Diabo ela grita que possui bens... O Diabo se encarrega dela, pois se agrada muito com sua sordidez, de nada adianta ela tentar envolver o anjo com sua maneira sedutora, é na barca para o inferno que embarca. Sua sentença é a condenação por feitiçaria e da prostituição. O Judeu rejeitado chega trazendo um bode nas costas, o bode simboliza o judaísmo, o Diabo perde a alegria, recebe o judeu com má vontade, esse ao saber o destino quer embarcar, mas o Diabo alega não aceitar o bode em sua barca. O Diabo cede por fim deixando que ele e o bode seguissem viagem rebocados num barco ao lado do seu. Essa passagem do judeu é de difícil interpretação e Gil Vicente se mostra um pouco dividido por ora defender e ora criticar os judeus ao decorrer de sua obra. O Corregedor (mesmo que juiz hoje), chega com autos e processos, esse personagem ao ser convidado pelo Diabo desfere uma defesa singular, misturando latim forense com português. Nessequesito o autor consegue dar graça a seriedade da situação. Ele através do humor mostra a instabilidade da formação dos homens de lei de seu tempo. Em meio a esse tumulto chega ao porto o Advogado (procurador do estado) carregando livros, o Procurador é convidado para entrar na barca para o inferno, como o corregedor ele se recusa a entrar, não sendo recebidos pelo anjo, eles acabam por fim indo fazer companhia a Brísida que em vida respondeu a muitos processos e era conhecida dos dois. A sentença deles é a condenação da burocracia corrupta e do uso do poder em beneficio próprio. O próximo personagem que se aproxima vem trazendo em seu pescoço ainda a corda com a qual se enforcou. O Enforcado Testa-de-Ferro Pero de Lisboa tenta a redenção dos crimes que cometera, o Diabo tira suas esperanças, afinal ele não passava de um testa-de-ferro, que assumia e praticava crimes, para poupar o nome de seu chefe e dividia com ele os lucros. Mais uma vez é colocada em destaque a crítica a burocracia corrupta. Os Quatros Cavaleiros de Cristo, são os últimos personagens, trazem armas e uma cruz, (símbolos do cristianismo), mortos nas cruzadas, passam direto pelo Diabo em direção a barca do paraíso, o Diabo os chama, os convida, mas eles passam sendo recebidos pelo Anjo. Os quatro são recebidos pelo anjo e assim termina a peça. A sentença dos Quatro cavaleiros é a glorificação do ideal das cruzadas e do espírito do Cristianismo puro.

Auto da Barca do Inferno



Mafalda Moutinho

Nasceu em Lisboa a 14 de Fevereiro de 1973. Licenciou-se em Relações Internacionais no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, em 1995, após ter concluído o curso na Universidadede Central Lancashire, em Inglaterra, com uma bolsa Erasmus. Nesse ano, transferiu-se para Londres e, em 1996, concluiu um mestrado em International Relations and European Studies, no London Centre of International Relations da Universidade de Kent, com uma bolsa.

Em 1997 começou a trabalhar como Consultora de Gestão em Londres para uma grande empresa de consultoria multinacional, a Accenture. Trabalhou sediada na capital britânica durante mais de seis anos, embora com deslocações contínuas, vivendo por longos períodos em cidades e países diferentes: Londres, Paris, Milão, Cairo, Haia, Estocolmo, Madrid e finalmente Roma.Desde 2003, vive em Milão onde, para além da escrita, faz também trabalhos de tradução em inglês, francês, italiano e espanhol.Criou a colecção de literatura juvenil Os Primos para a qual escreveu O Segredo do Mapa Egípcio (2004), O Mistério das Catacumbas Romanas (2004), O Enigma do Castelo Templário (2005), O Caso do Último Dinossauro (2006) e O Segredo de Craven Street (2006).

Livros do Mês de Março

O Segredo de Craven Street
Mafalda Moutinho
Umberto Stagni
Dom Quixote
2º Ciclo



O novo destacamento diplomático do embaixador Torres leva as irmãs Ana e Maria a deixar o Egipto e a transferir-se para Londres, a meio do Outono.
Maria não consegue evitar os maus pressentimentos que a afligem no novo apartamento londrino e menciona-os a André, que ali se encontra para uma semana de férias. Os quadros da sala estão sempre tortos, não se vêem vizinhos nas escadas, e aqueles arrepios estranhos… A princípio, o primo não lhes dá muita importância porém, ao ouvir um estrondo de vidros partidos no corredor, muda de ideias. Descobrem então que se trata apenas de um quadro partido, caído de uma parede. Mas… atrás deste, alguém, num tom de vingança, escondera uma carta misteriosa e um antigo folheto de teatro de uma peça de Agatha Christie, de 1943. Duas perguntas surgem de imediato: quem o terá feito e porquê?
Os Primos aproveitam o convite para jantar de Mrs. Hunt, a proprietária do edifício e conhecem os seus dez vizinhos. Nessa noite ficam com a impressão de que todos eles escondem algo de misterioso no seu passado e quando começam a desaparecer objectos peculiares da casa de cada um deles, Os Primos compreendem que têm perante si um surpreendente segredo a desvendar: O Segredo de Craven Street…

Atlas Básico de Ecologia
Didáctica Editora
3º ciclo




Completo e atraente panorama da ecologia, a ciência que estuda a interacção dos animais e das plantas com o meio no qual vivem. Dá-se uma importância especial à ecologia prática, isto é, à influência das actividades do homem sobre o nosso planeta, assim como aos modelos de comportamento, para que possa continuar sendo habitável pelas futuras gerações. Uma introdução acerca dos aspectos gerais da ecologia e um detalhado índice alfabético de matérias aumentam o valor prático deste volume.

No dia 22 de outubro comemorou-se na nossa Biblioteca o dia das "B ibliotecas Escolares" , os alunos participaram nas iniciativas...