sábado, 5 de junho de 2010

Manuel Alegre

Poeta. Fez os estudos secundários no Porto, altura em que fundou, com José Augusto Seabra, o jornal Prelúdio. Do Liceu Alexandre Herculano, do Porto, passou a Coimbra, em cuja Universidade foi estudante de Direito, de par com uma grande actividade nas áreas da política, da cultura e do desporto.
Destacado elemento dos movimentos estudantis, fez parte da Comissão da Academia que apoiou a candidatura de Humberto Delgado a presidente da República; foi um dos fundadores do Centro de Iniciação Teatral da Universidade de Coimbra (CITAC) e membro do Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC), foi ainda director do jornal A Briosa, redactor da revista Vértice e colaborador da Via Latina; praticante de natação, representou a Académica em provas internacionais.
Em 1962, foi mobilizado para Angola, tendo aí participado numa tentativa de revolta militar, pelo que esteve preso no forte de São Paulo de Luanda, cárcere onde conheceu Luandino Vieira, António Jacinto e António Cardoso. Libertado da cadeia angolana, foi desmobilizado e enviado para Coimbra em regime de residência fixa. Em 1964, exilou-se para Argel, onde viveu dez anos. Ali seria dirigente da Frente Patriótica de Libertação Nacional (FPLN), presidida por Humberto Delgado, e principal responsável e locutor da emissora de combate à ditadura de Salazar, «A Voz da Liberdade».
Após o 25 de Abril, regressou a Portugal, passando a dedicar-se à política no seio do Partido Socialista de que é membro da Comissão Política. Fez parte do 1º Governo Constitucional e tem sido desde então deputado à Assembleia da República. É também membro do Conselho de Estado, do Conselho das Ordens Nacionais e do Conselho Social da Universidade de Coimbra.
Foi o primeiro português a receber o diploma de membro honorário do Conselho da Europa. Entre outras condecorações, recebeu a Grã Cruz da Ordem da Liberdade (Portugal), a Comenda da Ordem de Isabel a Católica (Espanha) e a Medalha de Mérito do Conselho da Europa.
Em Setembro de 2005 apresentou a sua candidatura à Presidência da República nas eleições agendadas para Janeiro de 2006.
Como poeta, começa a destacar-se nas colectâneas Poemas Livres (1963-1965), publicadas em Coimbra de par com o «Cancioneiro Vértice». Mas o grande reconhecimento dos leitores e da crítica nasce com os seus dois volumes de poemas, Praça da Canção (1965) e O Canto e as Armas (1967), logo apreendidos pelas autoridades, mas com grande circulação nos meios intelectuais.
Começando por tomar por base temática a resistência ao regime, o exílio, a guerra de África, logo a poesia de Manuel Alegre evoluiria num registo épico e lírico que bebe muito em Camões e numa escrita rítmica e melódica que pede ser recitada ou musicada. Daí ser tido como o poeta português mais musicado e cantado, e não só em Portugal, mas também, por exemplo, na Galiza (Grupo «Fuxan Os Ventos») e na Inglaterra (Tony Haynes, BBC). Daí Urbano Tavares Rodrigues: «Os dois grandes veios que alimentam a poesia de Manuel Alegre, o épico e o lírico, confluem numa irreprimível vocação órfica que dele faz o mais musical (e o mais cantável) dos poetas portugueses contemporâneos.»
Estreando-se na ficção com Jornada de África, em 1989, Manuel Alegre não deixa de arrastar para a prosa e pela prosa a sua vocação fundamental de poeta. «A poesia é a sua pátria», lembra Marie Claire Wromans, e confirma-o a prosa de A Terceira Rosa.
Para além das revistas e jornais já citados, Manuel Alegre tem colaboração dispersa por muitos outros jornais e revistas culturais, de que destacamos: A Poesia Útil (Coimbra, 1962), Seara Nova, o suplemento do Diário Popular «Letras e Artes», Cadernos de Literatura (Coimbra, 1978-), Jornal de Poetas e Trovadores (Lisboa, 1980-) e JL: Jornal de Letras, Artes e Ideias. Está traduzido para alemão, francês, italiano, romeno e castelhano, e incluído em antologias portuguesas e estrangeiras. Poesia sua, declamada por Mário Viegas, foi gravada em disco.

Sugestão de Leitura para Professores

Cão Como Nós
Manuel Alegre

Sinopse

É um épagneul-breton a personagem principal do novo livro de Manuel Alegre. Com "manchas castanhas e uma espécie de estrela branca no meio da cabeça". Cão... como nós.
Como nós, porque sabe da amizade (o cão é o melhor amigo do homem), da solidariedade, protege a criança, consola o dono, pressente a desgraça, 'chora' a morte.
Mas também é altivo e irrequieto. Às vezes desobediente e exibicionista. Chama-se Kurika, e acompanhou o escritor e a sua família ao longo de anos. Aliás, ele 'é' parte da família, diz Manuel Alegre. Um livro alegre e comovente.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Aves Migratórias - Jacques Perrin

Aves Migratórias

Sinopse

A história das aves migratórias, é a história de uma promessa, a promessa do regresso. Frequentemente, ao longo de milhares de quilómetros, carregados de perigos, a viagem é a resposta a uma única necessidade, sobreviver. Na Primavera, no hemisfério Norte, levantam voo em direção às terras do Ártico onde nasceram. Algumas voam implacavelmente dia e noite, para outras etapa a etapa, é já no final das suas forças que alcançarão o seu longìnquo destino.

Oriundas de todos os continentes, as aves alcaçam, finalmente, as terras árticas e dispersam. Em breve nascerão as crias que, deverão rapidamente, preparar-se para a sua primeira migração. O Verão do Ártico foi curto, é chegada a hora da migração outonal. As jovens crias, que mal tiveram tempo de se emancipar, têm já de se meter a caminho, em direcção aos trópicos.

Nos trópicos, às aves migratórias do hemisfério sul sucederam-se as do hemisfério norte. Bandos gigantescos deslocam-se numa busca de sustento. Em pleno hemisfério Norte, as aves migratórias anunciam uma nova Primavera. No céu, as mesmas rotas de voo voltam ficar povoadas.

Chicken Little

Chicken Little
Disney

Sinopse

É uma fabulosa aventura com acção de cortar a respiração e cenas divertidas que garantem gargalhada atrás de gragalhada.

Tudo ao ritmo de uma vibrante banda sonora recheada de êxitos.

Quando o céu começa a cair aos bocados, Chicken Little, juntamente com o seu grupo de amigos muito especial, não perde tempo.

Engendra um plano para salvar o planeta e prova ao mundo, e ao seu pai, que mesmo os pequeninos podem ser grandes heróis.

O céu é mesmo o limite, para a aventura e o divertimento!

Lemony Snicket

Daniel Handler (nascido em 28 de fevereiro de1970 em São Francisco) é umescritor e cineasta americano. Ele escreveu os romances The Basic Eight e Watch your Mouth. É casado com Lisa Brown, artista gráfica que conheceu na universidade. Originalmente, Handler utilizava o codinome Lemony Snicket ao invés do seu próprio nome na lista de correio de diversas organizações de extrema direita que ele pesquisava para escrever um de seus livros. Isso se tornou uma espécie de brincadeira entre os seus amigos, que costumavam pedir pizzas sob o nome. Como Lemony Snicket, Handler escreve uma série de livros chamada Desventuras em Série, sendo que Snicket faz parte de história assim como seus irmãos e a mulher que amava. Atualmente há treze livros lançados da série, junto com sua "Autobiografia Não Autorizada" e "The Beatrice Letters", este último ainda não traduzido para o português.

Jordi Sàbat

Jordi Sabat is a published author of children's books.
A published credit of Jordi Sabat is I Draw, I Paint: Collage (I Draw, I Paint).

Ilustrador de livros infantis.

Lorenzo Silva

Escritor español, nació el 7 de junio de 1966 en el popular barrio de Carabanchel, al sur de Madrid. Estudió Derecho en la Complutense de la capital, ejerciendo como abagado, auditor y asesor fiscal.

Su verdadera vocación está en la literatura, que descubrió formalmente en 1980, y desde dicha fecha ha escrito poesía, ensayos, novelas y algún libro de viajes.

En los veintiocho años que lleva abriéndose camino como escritor, algunas de sus obras han traspasado las fronteras. Todo un éxito para su corta experiencia literaria.

De más de una veintena de títulos, la primera que vio la luz fue Noviembre sin violetas, publicada en el año 1995 y escrita en 1991, con reedición en años posteriores, que viene a ser una síntesis de tres proyectos anteriores que están en el congelador, esperando que quizá algún día maduren con pequeños retoques, lejos ya de la inexperiencia de los veinticinco años, que fue cuando se gestó.

Entre los galardones, fue finalista del Nadal de Novela en 1997 y ganador del Nadal de Novela en el año 2000 y el Primavera de Novela en el 2004.

No dia 22 de outubro comemorou-se na nossa Biblioteca o dia das "B ibliotecas Escolares" , os alunos participaram nas iniciativas...