A Biblioteca Escolar, como lugar privilegiado de acesso à informação, desempenha um papel relevante no desenvolvimento para a aprendizagem ao longo da vida. Este blog pretende divulgar os eventos realizados pela nossa Escola na Biblioteca!
quinta-feira, 22 de abril de 2010
O Livro no Mundo - Exposição Interactiva
Realiza-se na Biblioteca Escolar da sede do Agrupamento e na semana de 23 a 30 de Abril a exposição interactiva sobre o Livro no Mundo.O espaço da Biblioteca Escoalr encontra-se dividido pelos cinco continentes e em cada um dos espaço encontam-se diversos materiais (livros, mapas, folhetos informativos, fotografias, ...) sobre alguns dos países desses continentes.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Arlindo Fagundes
Arlindo Fagundes frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Iniciou-se na cerâmica em 1975 na oficina que instalou em Prado (Vila Verde), onde ainda hoje produz os simpáticos e irónicos bonecos de barro que lhe deram notoriedade como artesão. Participou como formador ou coordenador em numerosas acções de formação profissional, nomeadamente em Barcelos, Guimarães e Vila Nova de Cerveira, sendo convidado pelo World Craft Council para dirigir a oficina de cerâmica tradicional a funcionar em Barcelos, integrada na Conferência Europeia do Artesanato de 1987. Em 1987 recebeu o «1.º Prémio de Design Artesanal de Vila Nova de Cerveira». A sua paixão pela bonecada não se esgota, porém, na cerâmica, estendendo-se aos domínios da ilustração e do cartoon, e tendo tornado Arlindo Fagundes num nome de referência da banda desenhada nacional. É, nomeadamente, o ilustrador dos livros da colecção Uma Aventura.
Ana Maria Magalhães
Ana Maria Magalhães nasceu em Lisboa a 14 de Abril de 1946, no seio de uma enorme família onde as crianças ocupavam o primeiro lugar. A casa albergava pais, avós, uma tia viúva, notável contadora de histórias. Ali eram recebidas também com frequência os muitos tios e primos, que se instalavam para passar temporadas quando vinham do Porto, da Régua, de Moncorvo, trazendo consigo outras posturas, outras histórias, uma linguagem diferente com outras expressões, outras sonoridades. A infância e juventude decorreram portanto num ambiente alegre, caloroso, rico de experiências humanas.Foi aluna do Colégio Sagrado Coração de Maria, onde concluiu o ensino secundário. Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo acumulado, durante os três primeiros anos, com a frequência do Curso Superior de Psicologia Aplicada no ISPA. O casamento, aos 21 anos, obrigaria a uma opção. Ainda estudante, começou a trabalhar no Cambridge School e depois no Gabinete de Estudos dos Serviços de Apoio à Juventude (FAOJ) do Ministério da Educação.
Iniciou a actividade docente como professora de História de Portugal do 2.º ciclo no ano lectivo de 1969/1970 no Liceu António Enes em Lourenço Marques, Moçambique.
O contacto próximo com crianças africanas, indianas, chinesas e portuguesas foi tão motivante que, de regresso a Lisboa, decidiu enveredar definitivamente pela carreira docente. Encontrou colocação na Escola Preparatória de Salvaterra de Magos, onde teve oportunidade de conhecer o meio rural, experiência muito gratificante, apesar das dificuldades inerentes ao facto de trabalhar longe de casa tendo dois filhos pequenos.
No ano lectivo de 1976/1977 fez estágio pedagógico do 1.º grupo na Escola Preparatória Fernando Pessoa, em Lisboa. Entre 1980 e 1982 desempenhou funções na Formação de Professores de História (delegada com profissionalização em exercício). Em 1982 foi convidada para Técnica do Serviço de Ensino de Português no Estrangeiro. Nessa qualidade preparou e apresentou cursos de formação de professores, visitou escolas em vários países da Europa e nos Estados Unidos da América, participou em seminários do Conselho da Europa em Portugal e no Estrangeiro.
O ministro da Educação chamou-a para integrar a equipa que se ocupou da Reforma do Sistema Educativo entre 1989 e 1991. Desempenhou funções de coordenadora de reforma curricular do 2.º ciclo. Nos dois anos seguintes dedicou-se a um estudo sobre os jovens e a leitura no âmbito do Instituto de Inovação Educacional.
Em 1994 aceitou o convite da Expo’98 para dirigir o Jornal do Gil. Em 1997 foi destacada para o gabinete do Ministro da Educação a fim de estabelecer a ligação pedagógica entre o Pavilhão de Portugal da Expo’98 e as escolas.
A par desta intensa actividade no domínio da educação, estreou-se como escritora de livros infanto-juvenis em parceria com Isabel Alçada em 1982.
Os seus livros, que marcaram uma viragem na história da literatura infantil portuguesa, reflectem a longa e rica experiência educativa, são eco de uma infância e juventude particularmente felizes e traduzem o seu enorme talento para comunicar com os mais novos.
Isabel Alçada
Isabel Alçada nasceu em Lisboa a 29 de Maio de 1950, sendo a mais velha de três irmãs. A casa da família era muito frequentada pelas tias e pelas primas mas apesar de pertencer a um grupo maioritariamente feminino, quem representava a autoridade máxima era o pai, homem de pulso firme, alegre, optimista, criativo. As histórias e os jogos que inventava, bem como os passeios e visitas a museus que organizava, representavam um desafio e um estímulo permanente para as filhas e afinal para todos os que os acompanhavam.A infância e juventude decorreram num ambiente alegre, caloroso, feliz, rico de vivências.
Frequentou o Liceu Francês Charles Lepierre, onde concluiu o Ensino Secundário. Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa. Casou ainda estudante, na véspera de fazer 18 anos e iniciou a sua vida profissional a trabalhar no Centro de Formação e Orientação Profissional - Psicoforma. Concluído o curso, ingressou nos quadros do Ministério da Educação, tendo participado activamente na Reforma do Ensino Secundário em 1975/76. No ano seguinte optou por seguir carreira como professora de Português e História. Foi convidada para trabalhar na formação de professores como orientadora de estágio.
Nessa qualidade participou em diversos cursos e seminários em Portugal e no estrangeiro.
Fez o mestrado em Ciências da Educação nos Estados Unidos da América, Universidade de Boston. Actualmente faz parte do quadro de professores da Escola Superior de Educação de Lisboa. Publicou estudos que apresentou em Bruxelas, Tessalónica, Aix-en-Provence e Frankfurt.
Estreou-se como escritora de livros infanto-juvenis em parceria com Ana Maria Magalhães em 1982.
Os seus livros, que marcaram uma viragem na história da literatura infantil portuguesa, reflectem a infância feliz, a longa e variada experiência educativa, o enorme talento para comunicar com os mais novos.
Gil Vicente

Gil Vicente é considerado, além de poeta de renome, o primeiro grande dramaturgo português e o pai do teatro nacional. Parece ter desempenhado, para além da tarefa já referida, a de músico, actor e encenador.
As profissões que exerceu não são exactas, pois havia, na altura, outros homens com o mesmo nome, sendo eles o famoso ourives que concebeu a Custódia de Belém e o mestre da balança na Casa da Moeda. A profissão de Gil Vicente, que é dada como mais viável, é a de organizador de espectáculos palacianos e acontecimentos familiares importantes, como nascimentos e casamentos na corte. Também, relativamente à sua origem, há muitas incongruências causadas pela luta actual de cada cidade para terem Gil Vicente como seu marco local, a identificação do mesmo com o ourives também tem alguma credibilidade dada a abundância de termos técnicos de ourivesaria nos seus autos.
Com a realização dos já referidos espectáculos, Gil Vicente aproveitava para retratar a sociedade portuguesa do séc. XVI, demonstrando uma enorme capacidade de observação, característica própria do autor, que viveu numa época de transição entre o Medievalismo e o Renascentismo, pois era crítico em relação ao que via e tinha pensamentos modernos para a época, embora parte da sua inspiração seja de carácter religioso.
No que diz respeito à sua vida amorosa, podemos dizer que se casou com Branca Bezerra, de quem nasceram Gaspar Vicente (que morreu em 1519) e Belchior Vicente (nascido em 1505) e que depois de se tornar viúvo, casou-se com Melícia Rodrigues, de quem teve Valéria Borges, Paula Vicente (1519-1576) e Luís Vicente (estes últimos organizaram a compilação das suas obras).
Livro do Mês de Abril
Uma Aventura Nas Ilhas de Cabo VerdeAna Maria Magalhães
Isabel Alçada
Ilustrações de Arlindo Fagundes
2º Ciclo
O grupo ganhou um concurso de televisão; o prémio é uma viagem a Cabo Verde.
Quando partem só pensam em divertir-se, mas a bordo do avião viaja um rapaz que parece assustadíssimo. E assim que aterram na ilha do Sal escreve com um fósforo na pele do próprio braço: SOS.
Para saberem o que se passa e poderem ajudar, têm que iludir a vigilância dos brutamontes italianos que não arredam pé e andam com o rapaz de uma ilha para outra. A certa altura saltam-lhes ao caminho pedaços de mapa, o mapa de um tesouro escondido muitos séculos antes pelos piratas que rondaram aquelas ilhas...
Auto da Barca do Inferno

Gil Vicente
3º Ciclo
Auto da Barca do Inferno é uma complexa alegoria dramática de Gil Vicente, representada pela primeira vez em 1517. É a primeira parte da chamada trilogia das Barcas (sendo que a segunda e a terceira são respectivamente o Auto da Barca do Purgatório e o Auto da Barca da Glória).
Os especialistas classificam-na como moralidade, mesmo que muitas vezes se aproxime da farsa. Ela proporciona uma amostra do que era a sociedade lisboeta das décadas iniciais do século XVI, embora alguns dos assuntos que cobre sejam pertinentes na atualidade.
Diz-se "Barca do Inferno", porque quase todos os candidatos às duas barcas em cena – a do Inferno, com o seu Diabo, e a da Glória, com o Anjo – seguem na primeira. De facto, contudo, ela é muito mais o auto do julgamento das almas.
No dia 22 de outubro comemorou-se na nossa Biblioteca o dia das "B ibliotecas Escolares" , os alunos participaram nas iniciativas...