quarta-feira, 21 de abril de 2010

Isabel Alçada

Isabel Alçada nasceu em Lisboa a 29 de Maio de 1950, sendo a mais velha de três irmãs. A casa da família era muito frequentada pelas tias e pelas primas mas apesar de pertencer a um grupo maioritariamente feminino, quem representava a autoridade máxima era o pai, homem de pulso firme, alegre, optimista, criativo. As histórias e os jogos que inventava, bem como os passeios e visitas a museus que organizava, representavam um desafio e um estímulo permanente para as filhas e afinal para todos os que os acompanhavam.
A infância e juventude decorreram num ambiente alegre, caloroso, feliz, rico de vivências.
Frequentou o Liceu Francês Charles Lepierre, onde concluiu o Ensino Secundário. Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa. Casou ainda estudante, na véspera de fazer 18 anos e iniciou a sua vida profissional a trabalhar no Centro de Formação e Orientação Profissional - Psicoforma. Concluído o curso, ingressou nos quadros do Ministério da Educação, tendo participado activamente na Reforma do Ensino Secundário em 1975/76. No ano seguinte optou por seguir carreira como professora de Português e História. Foi convidada para trabalhar na formação de professores como orientadora de estágio.
Nessa qualidade participou em diversos cursos e seminários em Portugal e no estrangeiro.
Fez o mestrado em Ciências da Educação nos Estados Unidos da América, Universidade de Boston. Actualmente faz parte do quadro de professores da Escola Superior de Educação de Lisboa. Publicou estudos que apresentou em Bruxelas, Tessalónica, Aix-en-Provence e Frankfurt.
Estreou-se como escritora de livros infanto-juvenis em parceria com Ana Maria Magalhães em 1982.
Os seus livros, que marcaram uma viragem na história da literatura infantil portuguesa, reflectem a infância feliz, a longa e variada experiência educativa, o enorme talento para comunicar com os mais novos.

Gil Vicente

Gil Vicente é considerado, além de poeta de renome, o primeiro grande dramaturgo português e o pai do teatro nacional. Parece ter desempenhado, para além da tarefa já referida, a de músico, actor e encenador.

As profissões que exerceu não são exactas, pois havia, na altura, outros homens com o mesmo nome, sendo eles o famoso ourives que concebeu a Custódia de Belém e o mestre da balança na Casa da Moeda. A profissão de Gil Vicente, que é dada como mais viável, é a de organizador de espectáculos palacianos e acontecimentos familiares importantes, como nascimentos e casamentos na corte. Também, relativamente à sua origem, há muitas incongruências causadas pela luta actual de cada cidade para terem Gil Vicente como seu marco local, a identificação do mesmo com o ourives também tem alguma credibilidade dada a abundância de termos técnicos de ourivesaria nos seus autos.

Com a realização dos já referidos espectáculos, Gil Vicente aproveitava para retratar a sociedade portuguesa do séc. XVI, demonstrando uma enorme capacidade de observação, característica própria do autor, que viveu numa época de transição entre o Medievalismo e o Renascentismo, pois era crítico em relação ao que via e tinha pensamentos modernos para a época, embora parte da sua inspiração seja de carácter religioso.

No que diz respeito à sua vida amorosa, podemos dizer que se casou com Branca Bezerra, de quem nasceram Gaspar Vicente (que morreu em 1519) e Belchior Vicente (nascido em 1505) e que depois de se tornar viúvo, casou-se com Melícia Rodrigues, de quem teve Valéria Borges, Paula Vicente (1519-1576) e Luís Vicente (estes últimos organizaram a compilação das suas obras).

Livro do Mês de Abril

Uma Aventura Nas Ilhas de Cabo Verde
Ana Maria Magalhães
Isabel Alçada
Ilustrações de Arlindo Fagundes
2º Ciclo

O grupo ganhou um concurso de televisão; o prémio é uma viagem a Cabo Verde.
Quando partem só pensam em divertir-se, mas a bordo do avião viaja um rapaz que parece assustadíssimo. E assim que aterram na ilha do Sal escreve com um fósforo na pele do próprio braço: SOS.
Para saberem o que se passa e poderem ajudar, têm que iludir a vigilância dos brutamontes italianos que não arredam pé e andam com o rapaz de uma ilha para outra. A certa altura saltam-lhes ao caminho pedaços de mapa, o mapa de um tesouro escondido muitos séculos antes pelos piratas que rondaram aquelas ilhas...


Auto da Barca do Inferno
Gil Vicente
3º Ciclo

Auto da Barca do Inferno é uma complexa alegoria dramática de Gil Vicente, representada pela primeira vez em 1517. É a primeira parte da chamada trilogia das Barcas (sendo que a segunda e a terceira são respectivamente o Auto da Barca do Purgatório e o Auto da Barca da Glória).
Os especialistas classificam-na como moralidade, mesmo que muitas vezes se aproxime da farsa. Ela proporciona uma amostra do que era a sociedade lisboeta das décadas iniciais do século XVI, embora alguns dos assuntos que cobre sejam pertinentes na atualidade.
Diz-se "Barca do Inferno", porque quase todos os candidatos às duas barcas em cena – a do Inferno, com o seu Diabo, e a da Glória, com o Anjo – seguem na primeira. De facto, contudo, ela é muito mais o auto do julgamento das almas.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Novidades da Nossa Biblioteca (IV)

  • A Descoberta da Escrita - Lourdes Mata
  • Fábulas Fabulosas - António Torrado
  • Génios do Mundo - Marie Curie - Margarida Fonseca e Santos
  • Génios do Mundo - Pasteur - Margarida Fonseca e Santos
  • Limoeiros e laranjeiras - revelando as aprendizagens - Júlia Oliveira Formosinho
  • Linguagem e Comunicação no Jardim de Infância - Inês Sim-Sim
  • O Ensino da Leitura: A Decifração - Inês Sim-Sim
  • Podiam chamar-se lenços de amor - Júlia Oliveira Formosinho
  • Rãs. Príncipes e Feiticeiros - Ana Maria Magalhães, Isabel Alçada
  • Salta para o Saco - António Torrado

Semana da Leitura


Páscoa 2010

Feliz Páscoa




A Equipa da Biblioteca deseja uma Feliz Páscoa!

No dia 22 de outubro comemorou-se na nossa Biblioteca o dia das "B ibliotecas Escolares" , os alunos participaram nas iniciativas...