Mostrar mensagens com a etiqueta Escritores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Escritores. Mostrar todas as mensagens

sábado, 10 de dezembro de 2016

Luís de Camões

Luís de Camões

»        Nasce por volta de 1525
»        Sem documentação da educação (presumivelmente em Coimbra)

»        1549-1551: expedição ao Norte de África, onde perde o olho direito
»        Na sequência de uma briga é preso. Pede perdão ao Rei, é libertado e enviado para serviço militar na Índia
»        Preso na Índia por dívidas
»        Teve um naufrágio, salvando-se a nado com o manuscrito d’Os Lusíadas
»        Vasta obra lírica: canções, sonetos e redondilhas. Três comédias
»        Morre a 10 junho 1580. No terceiro centenário é-lhe erguida estátua em Lisboa


Daniel Defoe

Daniel Defoe (Londres, 1660 – Londres, 21 de Abril de 1731) foi um escritor e jornalista inglês, famoso pelo seu livro Robinson Crusoe
Nascido como Daniel Defoe, provavelmente na paróquia de St.Giles Cripplegate, foi aluno de Charles Morton cujo estilo, juntamente com aqueles de John Bunyan e da oratória da época, poderá tê-lo influenciado construtivamente. Depois de acabados os estudos, Defoe tornou-se comerciante, embora a sua tendência para a especulação não tenha favorecido essa carreira.
Defoe escreveu panfletos famosos, muitos deles favoráveis a Guilherme III. Para além disso, fundou e incrementou o jornal periódico The Review quase sozinho, desenvolvendo um trabalho que viria a favorecer a afirmação dos famosos The Tatler e The Spectator.
Contudo, foi graças a Robinson Crusoe, de 1719, que ficou famoso. Os críticos consideram geralmente que a forma moderna do romance nasceu com esse texto narrativo, que, partindo das memórias de alguns viajantes, nomeadamente do marinheiro escocês Alexander Selkirk, configura um relato cuja verdade depende sobretudo da acumulação de pormenores concretos.
Neste romance narra-se a história do único sobrevivente de um naufrágio que o isola numa ilha aparentemente deserta. Assim se figura o percurso de uma personagem que, tudo fazendo para conservar os valores da sua humanidade básica, afirmando-os sobre uma natureza hostil e frequentemente incompreensível, acaba por ser adaptada pela História das Ideias como um arquétipo dessa condição.
Em Moll Flanders de 1722, Daniel Defoe continuou a problematizar narrativamente os percursos de personagens solitárias e em crise. Uma outra obra significativa é A Journal of the Plague Year, também de 1722, na qual constrói um relato de uma epidemia de peste com admirável e original realismo.
Estava na Escócia em 1723 e escreveu um relato romanceando as aventuras do jacobita fora da lei Rob Roy MacGregor, num artigo intitulado "Highland Rogue", o que fez este rapidamente passar a ser uma lenda e um herói para os clãs locais, o que veio atrapalhar muito a politica protestante e da união da Grã-bretanha não tivesse ele sido rapidamente amnistiado[1]
Faleceu em 21 de abril de 1731. Encontra-se sepultado em Bunhill Fields Burial Ground, Londres, Pequena Londres na Inglaterra.

Oscar Wilde

Oscar Wilde foi talvez o mais importante dramaturgo da época vitoriana. Criador do movimento dândi, que defendia o belo e o culto da beleza como um antídoto para os horrores da época industrial, Wilde publicou a sua primeira obra em 1881, a que se seguiram duas peças de teatro. A partir de 1887 iniciou uma fase de produção literária intensa, em que escreveu diversos contos, peças de teatro, como A Importância de se Chamar Ernesto, e um romance. Em 1895, foi acusado de homossexualidade e violentamente atacado pela imprensa, tendo-se envolvido num processo que o levou à prisão. Morreu em Paris em 1900.

Raul Brandão


Raul Brandão nasceu na Foz do Douro em Março de 1867 e aí passou a infância e a juventude. Era filho e neto de pescadores. Durante os anos de liceu, começou a interessar-se pela literatura. Frequentou, como ouvinte, o Curso Superior de Letras, ingressando mais tarde na Escola do Exército. Paralelamente a esta carreira - mormente ligada à burocracia militar - Raul Brandão foi jornalista escritor. Em 1896 foi colocado em Guimarães, cidade onde se casou e se instalou definitivamente. Em 1912, depois de se reformar, dedicou-se exclusivamente à escrita, encetando um ciclo de particular fecundidade literária. Inicialmente, influenciado pela estética decadentista-simbolista, foi um dos autores do opúsculo "Os Nefelibatas" e a sua obra foi endurecendo aos poucos na crítica dos valores burgueses dominantes, fundamentando-se numa responsabilização ética.

Eça de Queirós

José Maria Eça de Queirós nasceu a 25 de novembro de 1845 numa casa da Praça do Almada na Póvoa de Varzim, no centro administrativo da cidade; foi baptizado na Igreja Matriz de Vila do Conde . Filho de José Maria Teixeira de Queirós e Carolina Augusta Pereira d'Eça, Com 16 anos foi para Coimbra estudar Direito, tendo aí sido amigo de Antero de Quental. Seus primeiros trabalhos, publicados como um folhetão na revista "Gazeta de Portugal", apareceram como colecção, publicada depois da sua morte sob o título Prosas Bárbaras. Em 1869 e 1870, Eça de Queirós viajou ao Egipto e visitou o canal do Suez que estava sendo construído, o que inspirou diversos de seus trabalhos, o mais notável dos quais o Mistério da Estrada de Sintra, de 1870, e A Relíquia, apenas publicado em 1887. Em 1871 foi um dos participantes das chamadas Conferências do Casino. Quando foi despachado mais tarde para Leiria para trabalhar como um administrador municipal, escreveu sua primeira novela realista da vida portuguesa, O Crime do Padre Amaro, que apareceu em 1875. Aparentemente, Eça de Queirós passou os anos mais produtivos de sua vida em Inglaterra, como cônsul de Portugal em Newcastle e em Bristol. Escreveu então alguns dos seus trabalhos mais importantes, A Capital, escrito numa prosa hábil, plena de realismo. Suas obras mais conhecidas, Os Maias e O Mandarim, foram escritas em Bristol e Paris respectivamente. Seu último livro foi A Ilustre Casa de Ramires, sobre um fidalgo do séc XIX com problemas para se reconciliar com a grandeza de sua linhagem. É um romance imaginativo, entremeado com capítulos de uma aventura de vingança bárbara ambientada no século XII, escrita por Gonçalo Mendes Ramires, o protagonista. Trata-se de uma novela chamada A Torre de D. Ramires, em que antepassados de Gonçalo são retratados como torres de honra sanguínea, que contrastam com a lassidão moral e intelectual do rapaz. Morreu em 1900 em Paris. Seus trabalhos foram traduzidos em aproximadamente 20 línguas. Foi também o autor da Correspondência de Fradique Mendes e A Capital, obra cuja elaboração foi concluída pelo filho e publicada, postumamente, em 1925. Fradique Mendes, aventureiro fictício imaginado por Eça e Ramalho Ortigão, aparece também no Mistério da Estrada de Sintra.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Eça de Queirós

José Maria de Eça de Queirós (1845-1900), mais conhecido pelo seu apelido, Eça de Queirós, foi o criador do romance moderno e foi membro da chama "Geração de 70" (1870) que revolucionou a literatura portuguesa com a introdução de correntes ideológicas no meio literário como o Realismo-Naturalismo. Para além de escritor foi também jornalista, trabalhando para os jornais "A Atualidade", a "Gazeta de Notícias", a "Revista Moderna", o "Diário de Portugal", e "Revista de Portugal" do qual foi fundador. Foi também cônsul em Havana (1872), Newcastle (1874), Bristol (1878) e Paris (1888). O facto de ter sido jornalista e de ter tido uma carreira diplomática influenciou fortemente o seu trabalho litero. É hoje considerado como um d
os maiores romancistas da literatura portuguesa.

domingo, 29 de setembro de 2013

Neil Philip

Neil Philip
Estudou na Universidade de Oxford e é um especialista em folclore e mitologia, muito conhecido como autor de 
antologias. 
Já publicou diversas coleções de poesia para jovens leitores. 
Mora na cidade de Cotswolds, na Inglaterra.

Maria da Conceição Campos

Maria Conceição Campos
Nasceu em Valença do Minho.
Licenciou-se em Filologia Românica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Fez parte, por várias vezes, do Júri dos Prémios Literários: «Narrativas Curtas» - no certame do Pédron d’Ouro - Rosália de Castro, tendo sido redactora de alguns prefácios dos livros premiados. Foi Co-fundadora da Universidade de Autodidactas e da Terceira Idade (UMATI), em Viana do Castelo  e da UNAGUI, em Guimarães (1994). O Grupo Cultural «Tertúlia Vimaranense de Cultura Galaico-Portuguesa» foi um pólo de grande divulgação cultural. Recebeu os prémios: Prémio Letras dos «Dez Mais», em Guimarães; 1° Prémio em poema de Natal de Mazarefes (Viana do Castelo); 1 ° prémio de Poesia da AALF, de Freamunde; 1 ° Prémio de Quadra Popular em Terras de Bouro; Medalha de Mérito Cultural da Associação de Letras e Artes de Paranapuã (Brasil, em 2003); Prémio Prosa Poética (Melgaço); Prémio Poesia em Ponte da Barca; Prémio Poesia, do Museu Maria da Pontinha em Castro d’Aire; «Tribuna Pacence»; Poesia Lírica e Quadra da Associação Portuguesa de Poetas. 
É autora de duas dezenas de livros, em prosa e poesias, entre os quais:
"Alfa e Ómega";
"Margem Terceira";
"A pessoa em Pessoa";
"O papel da Mãe em lírica galaica e portuguesa";
"Das Pedras do Caminho";
"Era Junho e foi Natal";
"Cinco x Seis";
"A Guerra do Sol e da Nuvem";
"Cinco x Cinco";
"O João Pateta e os Meninos Salva-vidas";
" Fufo, o cão órfão";
"De nós e das árvores";
"Deste amor como Deus manda";
" O Palhaço uão...uão... e a Palhaça im...im...im...?";
"O Caramuru - herói para os mais pequenos";
"Canta... canta... Condessinha, Condessa de Guimarães".
Tem colaborado em diversas antologias poéticas como: Autores Vimaranenses e Poetas de Sempre.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Margarida Fonseca Santos

A história… Nasceu em Lisboa, a 29 de Novembro de 1960. Tirou o Curso Superior de Piano no Conservatório Nacional, tendo como objectivo ser professora de Formação Musical no ensino vocacional. Deu aulas em várias escolas, nomeadamente na Escola Superior de Música de Lisboa entre 1990 e 2005. Começou a escrever em 1993 e neste momento dedica-se a tempo inteiro à escrita. Tem vários livros publicados, na sua grande maioria para crianças e jovens, e escreve com regularidade para teatro. Orienta ateliers de escrita com crianças, adultos e professores (Escrita Criativa, Escrever teatro para Crianças e Jovens, e Escrever para Crianças e Jovens). Publicou, em co-autoria com Elsa Serra, o manual de Escrita Criativa Quero ser escritor! É membro fundador do Clic - Clube de Literatura, Ilustração e Cª . É responsável pela rubrica histórias em 77 palavras na revista Pais & Filhos, com ilustrações de Francisca Torres. Foi responsável pela coluna Crescer a ler do Suplemento de Educação do Jornal de Letras, e pelo apontamento “Bicho-de-conta” (contos para crianças) na Antena 1, Programa “À volta dos dias”. Ganhou vários prémio de onde se destacam Prémio Revelação Ficção APE/IPLB e Prémio Nacional do Conto Manuel da Fonseca (1996) Paralelamente trabalha treino mental para a performance, bem como o uso pedagógico e terapêutico da metáfora.

Ana Teresa Pereira

Ana Teresa Pereira nasceu em 1958 no Funchal, onde vive.
Ainda estudante e guia intérprete, viu publicado em 1989 o seu primeiro livro, Matar a Imagem, com o qual ganhou o Prémio Caminho Policial.
Em 1990 na colecção Campo da Palavra publicou o romance As Personagens. Estreou-se na literatura infantil com A Casa da Areia e A Casa dos Penhascos, dando assim início a uma nova colecção para jovens.
Desde o seu primeiro livro tem vindo a publicar regularmente. A singularidade da sua temática e a concisão da sua escrita dão a Ana Teresa Pereira um lugar próprio na literatura portuguesa actual.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Fotos da Visita da Escritora Isabel Alçada

Visita da Escritora Isabel Alçada

No dia 10 de Fevereiro, a escritora Isabel Alçada, coautora da famosa coleção “Uma Aventura” com a escritora Ana Maria Magalhães, visitou a nossa escola e esteve à conversa com alunos do 4º ano e do 2º ciclo. As sessões decorreram na biblioteca da escola, onde estavam expostos os trabalhos que os alunos elaboraram com muita criatividade, não só sobre a escritora Isabel Alçada, mas também sobre Ana Maria Magalhães e algumas das obras que ambas escreveram em parceria.

Neste encontro, os alunos tiveram a oportunidade de ouvir a escritora falar sobre a sua vida e a sua obra. Colocaram-lhe várias questões, às quais a escritora respondeu sempre com muito interesse e simpatia. Ficaram a saber que o primeiro livro publicado pelas escritoras foi Uma Aventura na Cidade (1982) e que as personagens principais: Teresa, Luísa, Pedro, João e Chico foram inspiradas em pessoas reais, algumas das quais foram alunos das escritoras.

Os alunos do 4º ano e do 2º ciclo que participaram nestas sessões estão de parabéns, pois, além do interesse demonstrado, também revelaram um comportamento exemplar, tal como foi referido pela própria escritora Isabel Alçada.

No final de cada sessão, a escritora ofereceu um livro que foi sorteado pelos alunos participantes e ainda houve tempo para uma sessão de autógrafos.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Jorge Amado

Jorge Amado (1912-2001) é um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos. Nasceu no interior da Bahia, em 1912. No ano seguinte ao de seu nascimento, uma epidemia de varíola obriga a família a deixar a fazenda e se estabelecer em Ilhéus, onde viveu a maior parte da infância que serviu-lhe de inspiração para vários romances. Foi jornalista, e envolveu-se com a política ideológica, tornando-se comunista, como muitos de sua geração. São temas constantes em suas obras: os problemas e injustiças sociais, folclore, a política, crenças e tradições, e a sensualidade do povo brasileiro – contribuindo assim para a divulgação deste aspecto de nossa gente. Suas obras são umas das mais significativas da moderna ficção brasileira, com 49 livros, propondo uma literatura voltada para as raízes nacionais. Em 1945, foi eleito para Deputado Federal pelo PCB, o que lhe rendeu fortes pressões políticas. Foi casado com Zélia Gattai, também escritora e que o sucedeu na Academia Brasileira de Letras. Com ela teve dois filhos: João Jorge, sociólogo; e Paloma. Viveu exilado na Argentina e no Uruguai (1941 a 1942), em Paris (1948 a 1950) e em Praga (1951 a 1952). Escritor profissional, viveu exclusivamente dos direitos autorais de seus livros. Na década de 1990, porém, viveu forte tensão e expectativa de um grande baque nas economias pessoais, com a falência do Banco Econômico, onde tinha suas economias. Não chegou porém a perder suas economias, já que o banco acabou socorrido pelo Proer, controvertido programa governamental de auxílio a instituições financeiras em dificuldades. O drama pessoal de Jorge Amado chegou a ser utilizado pelo lobby que defendia a intervenção no banco, para garantir os ativos de seus correntistas. Amado foi superado, em número de vendas, apenas pelo fenómeno Paulo Coelho - mas em seu estilo - o romance ficcional, não há paralelo no Brasil. Em 1994, viu sua obra ser reconhecida com o Prémio Camões, o nobel da língua portuguesa. A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba por todo o Brasil. Seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, existindo também exemplares em braille e em fitas gravadas para cegos. Era adepto ao candomblé, religião na qual exercia o posto de honra de Obá de Xangô no Ilê Opó Afonjá, do qual muito se orgulhava. Como Érico Veríssimo e Rachel de Queiroz, é representante do modernismo regionalista (segunda geração do modernismo). Recebeu no estrangeiro os seguintes prêmios: Prémio Internacional Lênin (Moscou, 1951); Prémio de Latinidade (Paris, 1971); Prêmio do Instituto Ítalo-Latino-Americano (Roma, 1976); Prémio Risit d'Aur (Udine, Itália, 1984); Prémio Moinho, Itália (1984); Prêmio Dimitrof de Literatura, Sofia — Bulgária (1986); Prémio Pablo Neruda, Associação de Escritores Soviéticos, Moscou (1989); Prêmio Mundial Cino Del Duca da Fundação Simone e Cino Del Duca (1990); e Prêmio Camões (1995). No Brasil: Prémio Nacional de Romance do Instituto Nacional do Livro (1959); Prémio Graça Aranha (1959); Prémio Paula Brito (1959); Prémio Jabuti (1959 e 1970); Prémio Luísa Cláudio de Sousa, do Pen Club do Brasil (1959); Prémio Carmen Dolores Barbosa (1959); Troféu Intelectual do Ano (1970); Prémio Fernando Chinaglia, Rio de Janeiro (1982); Prémio Nestlé de Literatura, São Paulo (1982); Prêmio Brasília de Literatura — Conjunto de Obras (1982); Prémio Moinho Santista de Literatura (1984); Prémio BNB de Literatura (1985).
Jorge Amado ainda é o autor brasileiro mais publicado em todo o mundo: sua obra foi editada em 52 países, e vertidos para 48 idiomas e dialetos, a saber: albanês, alemão, árabe, armênio, azerbaijano, búlgaro, catalão, chinês, coreano, croata, dinamarquês, eslovaco, esloveno, espanhol, esperanto, estoniano, finlandês, francês, galego, georgiano, grego, guarani, hebreu, holandês, húngaro, iídiche, inglês, islandês, italiano, japonês, letão, lituano, macedônio, moldávio, ongol, norueguês, persa, polonês, romeno, russo (também três em braile), sérvio, sueco, tailandês, tcheco, turco, turcomano, ucraniano e vietnamita. Recebeu títulos de Comendador e de Grande Oficial, nas ordens da Argentina, Chile, Espanha, França, Portugal e Venezuela, além de ter sido feito Doutor Honoris Causa por dez universidades no Brasil, Itália, Israel, França e Portugal. O título de Doutor pela Sorbonne, na França, foi o último que recebeu pessoalmente, em 1998, em sua derradeira viagem a Paris, quando já estava doente. Amado teve livros adaptados para o cinema, o teatro, o rádio, a televisão, bem como para histórias em quadrinhos, não só no Brasil, mas também em Portugal, França, Argentina, Suécia, Alemanha, Polônia, Checoslováquia, Itália e nos Estados Unidos. Jorge foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 6 de abril de 1961, ocupando a Cadeira 23, cujo Patrono é José de Alencar. De sua experiência acadêmica, bem como para retratar os casos dos Imortais da ABL, escreveu "Farda, fardão, camisola de dormir", numa alusão clara ao formalismo da entidade e à senilidade de seus membros, então. Algumas das obras do autor foram: O país do carnaval (1931), Cacau (1933), Suor (1934), Jubiabá (1935), Mar morto (1936), Capitães da areia (1937), ABC de Castro Alves (1941), Terras do sem fim (1943), São Jorge dos Ilhéus (1944), Bahia de Todos os Santos, guia (1945), Seara vermelha (1946), O amor do soldado (1947), O mundo da paz (1951), Os subterrâneos da liberdade (1954), Gabriela, Cravo e Canela (1958), A morte e a morte de Quincas Berro d'Água (1961), Os pastores da noite (1964), Dona Flor e seus dois maridos (1966), Tenda dos milagres (1969), Tocaia grande ( 1984)


Charles Dickens


Charles John Huffam Dickens foi o mais popular dos romancistas da era vitoriana e contribuiu para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa. A fama dos seus romances e contos pode ser comprovada pelo fato de todos os seus livros continuarem a ser editados. Entre os seus maiores clássicos destacam-se "Oliver Twist", "A Christmas Carol" e "David Copperfield". Dickens era filho de John Dickens e de Elizabeth Barrow. Educado por sua mãe, tomou gosto pelos livros. Durante três anos frequentou uma escola particular. Contudo o seu pai foi preso por dívidas e, ainda adolescente, Dickens teve que trabalhar em uma fábrica que produzia graxa para sapatos. Alguns anos depois, a situação financeira da família melhorou, graças a uma herança recebida pelo pai. Mas sua mãe não permitiu que ele saísse logo da fábrica, o que fez com que Dickens não a perdoasse por isso. As más condições de trabalho da classe operária tornar-se-iam um dos temas recorrentes da sua obra. Em 1827, Dickens começou a trabalhar em um cartório. Apaixonado pela filha de um banqueiro, Maria Beadnell, suportou a desaprovação do romance pelos pais da moça, que acabou se tornando indiferente a ele. Em 1832 conseguiu um emprego como repórter no jornal "Morning Chronicle". Passou a publicar crónicas humorísticas sob o pseudonimo de Boz, reunidas mais tarde como "Esboços feitos por Boz". Com isso Dickens ganhou espaço no jornal para apresentar os capítulos de "As Aventuras do Sr. Pickwick", que estabeleceu o seu nome como escritor. A 2 de Abril de 1836 Dickens se casou com Catherine Hogarth., com quem teve dez filhos. Dois anos depois começou a divulgar, em folhetins semanais, "Oliver Twist" onde, pela primeira vez, apontava os males sociais da era vitoriana. O romance era ilustrado por Cruikshank. Em 1838, Dickens escreveu "Vida e Aventura de Nicholas Nickleby", e, depois, "Loja de Antiguidades" (1840), "Barnaby Rudge" (1841) e "Martin Chuzzlewitt" (1843/44), escrito após uma viagem aos Estados Unidos. Em 1843, publicou o seu mais famoso livro de Natal, "A Christmas Carol", ao qual se seguiriam outros, como "The Chimes" (1844), que escreveu durante uma viagem a Génova e "O Grilo da Lareira" (1845). Em 1849 publicou um de seus mais conhecidos romances, "David Copperfield", inspirado em grande parte, na sua própria vida. Aos poucos sua obra se tornou mais crítica em relação às instituições inglesas. Seguem esta linha os seus livros "Assim São Dombey e Filho" (1847), "A Casa Sombria" (1852) e "Tempos Difíceis". Dickens separou-se da sua mulher em 1858. A causa da separação teria sido a atriz Ellen Ternan, que acompanhou o escritor até ao final dos seus dias, apesar de a união nunca ter sido reconhecida oficialmente. Dickens escreveu ainda "História de Duas Cidades" (1859), "Grandes Esperanças" (1861) e "Nosso Amigo Comum" (1864). Nos últimos anos de sua vida iniciou o livro "O Mistério de Erwin Drood", mas morreu antes de concluí-lo.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Manuel da Fonseca

Manuel Lopes da Fonseca nasceu em Santiago do Cacém, em 1911. Fez os estudos secundários em Lisboa, tendo se dedicado desde cedo ao jornalismo. Em 1925 publicou num semanário de província os seus primeiros versos e narrativas.
Iniciou se em poesia com a colectânea ?Rosa dos Ventos? (1940) e na ficção, com os contos ?Aldeia Nova? (1942). Ligado ao neo realismo, evoluiu no sentido de um regionalismo crescente, ligado ao seu Alentejo natal, retratando o povo desta região e a miséria por ele sofrida. Contestatário e observador por natureza, a sua escrita era seguida de perto pela censura.
Colaborou em várias publicações, de que se destacam as revistas "Afinidades", "Altitude", "Árvore", "Vértice", "O Pensamento", "Sol Nascente", "Seara Nova", os jornais "O Diabo" e "Diário" e fez parte do grupo do "Novo Cancioneiro".
Escreveu, para além das obras referidas, os volumes de poesia "Planície" (1941), "Poemas Completos" (1958), "Poemas Dispersos" (1958), os contos "O Fogo e as Cinzas" (1951), "Um Anjo no Trapézio" (1968), "Tempo de Solidão" (1973), "Crónicas Algarvias" (1986), e os romances "Cerromaior" (1943), e "Seara de Vento" (1958). Colaborou também no jornal "A Capital" em 1986, com as "Crónicas Algarvias". Preparou ainda a "Antologia de Fialho de Almeida" (1984). Manuel da Fonseca faleceu em 1993.

Alves Redol

Escritor português, natural de Vila Franca de Xira, foi uma figura central do Neo-Realismo português, sendo autor de uma vasta obra ficcional, que inclui o teatro e o conto.
A sua origem humilde não lhe permitiu prosseguir os estudos, obrigando-o a empregar-se muito cedo para ganhar a sua subsistência; por isso, aos dezasseis anos, partiu para Luanda, mas regressou à Metrópole em 1930, começando então a colaborar na imprensa.
Romancista, contista e dramaturgo, a sua obra sofre influências do romance brasileiro nordestino, tendo-se estreado em 1940, com Gaibéus, obra que marca oficialmente o aparecimento do Neo-Realismo português, movimento de que Alves Redol foi um dos iniciadores e em cuja defesa se lançou, em 1936, numa acesa polémica contra a revista Presença.

O carácter meramente documental e de intervenção político – sociológica da obra deste autor dará lugar mais tarde a romances mais elaborados e o nível da linguagem e da analise psicológica, atingindo o seu melhor com Barranco de Cegos. De entre a sua obra destacam-se, ainda, Horizonte Cerrado (Prémio Ricardo Malheiros), Fanga, a trilogia do Ciclo Port-Wine, o Comboio das Seis, A Vida Mágica da Sementinha e Constantino, Guardador da Vacas e de Sonhos.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Leonoreta Leitão

Licenciada em Filologia Clássica pela Universidade de Lisboa, em 1957, fez estágio do 8º Grupo do Ensino Técnico e Exame de Estado em 1959/61. Na carreira docente foi Professora Provisória (1057/61), Agregada (1961/63), Auxiliar (1965/68) e Efectiva (1969/93).
Desempenhou os cargos de Sub-Directora da Escola Técnica de Torres Novas (para dirigir a secção de Alcanena -1965/68) e de Delegada da disciplina de Português (1961/83). Foi também Assistente de Metodologia, orientadora de Estágio de Português e desempenhou funções pedagógicas e inspectivas na Direcção-Geral do Ensino Secundário.

Obra publicada:
  • "Amanhã é Domingo"
    Colecção Poesia e Verdade, Editora Guimarães - 1965
  • Livros escolares:
  • "Os Lusíadas" - explicação, adaptação, versos escolhidos para crianças. Edição da Escola Preparatória de Francisco Arruda - 1971.

  • "Caminhos" - 3ª classe do Ensino Primário - co-seleccionadora e co-organizadora com Aldónio Gomes e Alice Gomes - 1973.

  • "Barca-Bela" - antologia para o Ciclo Preparatório, co-seleccionadora e co-organizadora com Júlio Martins. Editora Didática - 1972.

  • "As crianças entrevistam 16 escritores" - Edição da Escola Preparatória de Francisco Arruda - 1972.

  • "Recados" - textos de Português para os cursos supletivos do Ciclo Preparatório do Ensino Secundário. Plátano Editora - 1978.
  • Literatura infantil e juvenil:
  • Proposta de criação e orientação de Clubes de Língua Portuguesa, no âmbito das actividades circum-escolares (Escola Preparatória de Francisco Arruda - 1970/72)

  • "A Grande Aventura" - Produção e apresentação de 22 programas na Rádio televisão Portuguesa (1972)

  • Diversas intervenções na Secção Portuguesa da I.B.B.Y.- International Books for Young People - Organização Internacional para o Livro Infantil e Juvenil (1972/82)

  • Colaboração na formação de professores do Ciclo Preparatório do Ensino Secundário (Escolas Preparatórias de Odivelas, Alenquer, Lourinhã, Sintra, Amora, Trafaria, St. António dos Cavaleiros, Marquesa de Alorna, Nuno Gonçalves, etc. - 1980/82)

  • Colóquio "Camões na Escola" - organizado pelo Professor Jacinto do Prado Coelho - 1981.

  • "Situação e perspectiva da literatura infanto-juvenil em Portugal" - comunicação ao II Congresso dos Escritores Portuguesas, em colaboração com Idalécia Cabrita (1982)

  • Literatura Infanto-Juvenil - Jornadas Pedagógicas do S.P.G.L.- Escola Prep. Manuel da Maia - 1982

  • Elaboração do programa de literatura infantil da Escola de Educadores Paulo VI e responsabilidade da disciplina -1969-75.

  • Co-organização, com Matilde Rosa Araújo, do colóquio de Literatura Infantil, Pedagogia e Psicologia na Escola do Magistério Primário (1975)
  • "Para uma abordagem da realidade social na literatura para crianças"- comunicação no Encontro de Literatura para Crianças, Fundação Gulbenkian, 1982.

  • Acções de animação da literatura nas bibliotecas, Câmara Municipal de Lisboa - 1980/86.

  • Selecção para o catálogo "Autores Portugueses de Literatura Infantil", I.B.B.Y., Bruxelas, 1982

  • Colaboração no programa da RTP, "Uma história ao fim do dia" - 1986.

  • Representação da Associação Portuguesa de Escritores no Jurí da Gulbenkian para o Grande Prémio de Literatura Infantil - 1984.

  • "Literatura Infanto Juvenil" - balanço da produção de 1987,in "Colóquio-Letras" nº 101 - 1988.

  • Membro do Jurí nacional do Concurso Epistolar, promovido pelos C.T.T. - 1991 e 1992.

  • Professora de Literatura para crianças e jovens na Escola Superior de Educação Almeida Garret- 1992/94.

  • Colaboração no "Dicionário no Feminino"
  • Diversos:
  • "Um olhar sobre a obra de Natércia Rocha", in "CRILIJ - Centro de Recursos e Investigação sobre Literatura para a Infância e Juventude". Boletim, nº 0. Porto - 2000.

  • "Comemorar o 25 de Abril" in Jornal "O Professor"
  • domingo, 27 de novembro de 2011

    Alexandre Herculano

    Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo nasceu em Lisboa no ano de 1810. Sua vida foi marcada por lutas políticas e pela reconstrução literária da história de Portugal. Um dos mais importantes romancistas do século XIX, suas obras são de cunho romântico e vão desde a poesia ao drama e ao romance. É um dos grandes escritores de sua geração, desenvolvendo o tema romântico por excelência: a incompatibilidade do indivíduo com o meio social.Devido ao seu envolvimento na Revolta do 4 de Infantaria, é obrigado a emigrar para Inglaterra, em 1831. No ano seguinte, tendo retornado a Portugal, Herculano começa a trabalhar na Biblioteca Pública do Porto, como segundo bibliotecário. Em 1839, é nomeado diretor das bibliotecas reais das Necessidades e da Ajuda. No ano de 1853, o romancista funda o Partido Progressista Histórico. Quatro anos depois, manifesta sua discordância em relação à Concordata de Roma, que restringia os direitos do padroado português na Índia.
    Em 1859, adquire a quinta de Vale de Lobos, perto de Santarém, onde, embora retirado, continua a receber correspondência e muitas personalidades ligadas à cultura e ao poder. No ano seguinte, participa na redação do primeiro Código Civil português.

    Em 1866, casa-se com uma senhora por quem era apaixonado desde a juventude. Morre em 1877, rodeado de enorme prestígio, traduzido numa manifestação nacional de luto organizada pelo escritor João de Deus.


    Bibliografia

    Poesia:

    > A Voz do Profeta (prosa poética) - 1836
    > Harpa do Crente - 1837

    Romance e narrativas:

    > O Bobo - 1843
    > Lendas e Narrativas I e II -1839 e 1844
    > Eurico, o Presbítero -1844
    > O Pároco da Aldeia - 1844
    > O Monge de Cister - 1848
    > História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal - 1850
    > História de Portugal I, II, III e IV - 1846 e 1853

    Teatro:

    > O Fronteiro de África - 1838
    > Os Infantes em Ceuta - 1842

    sexta-feira, 25 de novembro de 2011

    Afonso Lopes Vieira

    Afonso Lopes Vieira (Leiria , 26 de Janeiro de 1878 - Lisboa, 1946) foi um poeta português. Radicou-se em Lisboa, onde exerceria a função de redactor na Câmara de Deputados, até 1916. Deixaria a profissão para se dedicar exclusivamente à escrita literária. Durante a juventude participou na redacção alguns jornais manuscritos, de que são exemplos A Vespa e O Estudante . Com a publicação do livro Para Quê? - 1897 marca a sua estreia poética, iniciando um período de intensa actividade literária — Ar Livre - 1906, O Pão e as Rosas - 1908, Canções do Vento e do Sol - 1911, Poesias sobre as Cenas Infantis de Shumann - 1915, Ilhas de Bruma - 1917 , País Lilás, Desterro Azul - 1922 — encerrando a sua actividade poética, assim julgava, com a antologia Versos de Afonso Lopes Vieira - 1927. A obra poética culmina com o inovador e epigonal livro Onde a terra se acaba e o mar começa - 1940. O carácter activo e multifacetado do escritor tem expressão na sua colaboração em A Campanha Vicentina, na multiplicação de conferências em nome dos valores artísticos e culturais nacionais, recolhidas nos volumes Em demanda do Graal - 1922 e Nova demanda do Graal - 1942. A sua acção não se encerra, porém, aqui, sendo de considerar a dedicação à causa infantil, iniciada com Animais Nossos Amigos - 1911, o filme infantil O Afilhado de Santo António - 1928, entre outros. Por fim, assinale-se a sua demarcação face ao despontar do Salazarismo, expressa no texto Éclogas de Agora - 1935.

    Criatividade em Ação

    Criatividade em Ação Trabalhos realizados pelos alunos